terça-feira, 4 de agosto de 2009

Orgulhos que tornam a vida desprezível

Eu ia hoje falar sobre um assunto super interessante, mesmo. Ia discutir um pouco o aquecimento global e sua influência nos diversos ecossistemas terrestres, aprofundando na questão da canibalização dos ursos polares, mas um amigo me fez mudar de idéia, vou falar sobre orgulhos bobos.

Não há desconforto maior do que ver um cara se vangloriando por alguma atividade tonta.
- Fala aeeeeeeeee! Meu, to a 3 dias sem dormir, só no RedBull. Eita, muito louco cara. To cansadão já, e ainda tem a carnaquaresma pra eu ir.
-Po, legal.

Um amigo me falou que um conhecido dele se orgulha de comer de duas em duas horas. Tipo, ele acorda à noite pra comer. Antes de sentir asco desse comentário, pensei nos dentes desse rapaz. Duvido que os escove após as 12 refeições diárias. Eu tenho um apego muito grande por dentes, especialmente os meus. 1 ano e meio de alto investimento em tratamento ortodôntico, devo ficar com eles por no mínimo uns 20 anos pra compensar. Apesar de imaginar que dentaduras podem ser legais. As vezes deixo de comer porque já escovei os dentes, com preguiça de escovar de novo. Se usasse dentadura não teria esse problema, era só por no copo e pegar no dia seguinte. Uma preocupação a menos nesse mundo capitalista extremamente opressor.

Mas enfim, o que dizer pra um cara que se orgulha de comer de duas em duas horas? Nada. Mas aquela coisa de sociabilidade nos obriga a fingir que esse informação contribuiu para o meu desenvolvimento, enquanto ser humano. INCENTIVAMOS esse tipo de coisa.

Quer ver um investimento sério para os orgulhos bobos? Compre um guinessbook. Centenas de pessoas sem talento que se sentem felizes e realizadas por fazer algo extremamente estúpido e ser reconhecido. Tipo blogueiro famoso.

Uma mulher tem sua foto estampada no Guiness, circulando o mundo todo. Ela galgou o feito de introduzir o maior número de mini-cenourinhas em sua boca. Assim, não preciso dizer como ela estava na foto que a fez famosa, preciso?

E tem também aquele cara que faz o sanduíche mais rápido do mundo com os pés. COM OS PÉS. Quem vai comer essa coisa? Eu sei que tem gente que curte pés e tudo o mais, mas nunca vi alguém dizer "putz, que vontade de comer um sanduba de picles feito pelos pés de alguém". E ainda, ver o cara metendo o pé dentro de um pote de picles é uma cena nojenta até pra um podolatra.

Se fosse interessante fazer lanches com os pés, o Mcdonalds já teria inventado a opção HamburgerFeetMaker. Depois que eles inventaram a salada, o povo brasileiro tem se alimentado melhor, disse o Jornal Hoje, não exatamente assim, mas essas informações você deve tirar das entrelinhas. O povo brasileiro não ia simplesmente começar a comer salada porque o Drauzio Varela diz que é bom.

E o que seria daquele hamburgueiro da esquina, cheio de frieiras? iria a falência, a não ser que dê desconto por ter frieiras. Se bem que, as 4 horas da manhã, bêbado, naquela larica, você não vai nem pensar em frieiras.

Eu sou um cara cheio de coisas bobas que poderia me orgulhar, mas não me orgulho, pois tenho amigos sinceros, eles me poem no lugar e me mostram que devo galgar o estrelato de outra maneira.

- Eu consigo usar a mesma meia por um mês.
- Ah, vai tomar no cu, Rafael!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Sobre charutos cubanos e buscas bizarras

Todo mundo que entrou aqui mais se uma vez sabe que eu vivo numa bolha, comento notícias velhas e coisas que as pessoas normalmente não dão atenção. Além de uma quantidade de manifestações misantrópicas que chega a ser exagero até mesmo pra dona Florinda, do Chaves, pois se vê nitidamente que aquela bravura de mulher corajosa que cria um filho sozinho é uma máscara para a mulher amargurada, triste e carente de afeição revoltada com conspirações malignas provindas do universo.

Pois então, eu gostaria de dar explicações sobre o sumiço, mas vejo que vocês não estão tão preocupados assim, então digo somente que ganhei uma meia radiotiva, que me dá super poderes, mas que não pode ser lavada; Imaginem como tem sido tempos difíceis - salvo o mundo todos os dias, mas minha mãe não me deixa mais tirar o tênis em casa, essa vida de super-herói é muito difícil.

Bom, creio que tem muita gentinha perturbada feliz com minha ausência, uma vez que não pude - infelizmente-, saciar de alguma maneira suas intenções ao entrar aqui.



That´s all.
Ao infinito e além.

Meu favorito é o número 8, apesar do 6 e 10 serem sensacionais.

terça-feira, 9 de junho de 2009

A ferrovia me fez pensar em suicídio

Todos que foram a mais de duas aulas de história sabem que o oeste paulista foi reconhecido campo de influência política durante a primeira republica brasileira e desenvolvimento ferroviario, devido ao cultivo de café. Mas isso não importa, pois nunca vi um pé de café na minha vida.

O que importa mesmo é que os trens continuam fazendo parte da nossa vida, e eu não to usando termos descolados da galerinha da capital, pra falar daquelas modernas instalações que quem vê de fora costuma chamar de metrô. To falando de trem mesmo que faz Fon fon. Apesar de nunca ter ouvido um trem fazer fonfon.

Bom, o que rola é que eu preciso atravessar a linha pra, assim, ir pra algum lugar aqui na cidade. Uma ação rotineira, coisinha comum de uma vida fracassada. As vezes acontece de ter algum trem passando, não sei porque, já que eles não servem pra nada mais, além de empregar pessoas sem escolaridade, tipo eu assim.

Foi o que aconteceu ontem, um trem tipo assim, mó enorme[/malhação] comecou a passar bem na hora de "atravessar a linha", por volta das 6 da noite.
Naturalmente eu pensei porque diaxo o retardado ia atravessar o trem justo na hora do rush no horário de pico - assim, não que tenhamos um transito caótico e opressivo, mas nem todo mundo opita por opções menos poluentes, apesar de contarmos com uma das maiores frotas de bicicleta do Brasil, segundo fontes não confiáveis do Wikipedia - mas então eu entendi que provavelmente era um rapaz que ganhava muito mal, e tinha ficado fazendo hora extra, cujo valor no fim do mês não vai passar de 10 reais. Sabe, eu faria o mesmo e tenho certeza que você também não ia perder a chance de foder varias pessoas enquanto estava sendo fodido. Somo todos iguais, apesar de alguns serem ligeiramente mais pobres.

Apesar da demora que era prometida, eu não me importaria em esperar, mas tinha outras opções e eu to passando por umas crises muito loucas, uma coisa de juventude E NÃO TO FALANDO DE CRISES EXISTENCIAIS, isso é tão ano passado; É que a galera velha tem desculpa de não fazer coisas ousadas porque são velhos, acabados e sem vida. Mas eu não tenho desculpa de ser folgado, porque sou jovem e isso basta. O único pensamento que assolava minha mente era uma frase que li num livro de auto ajuda, "Você vai se mexer, ou vai esperar o trem passar?", apesar de nunca ter lido um livro de auto ajuda. Sério.

Como ele(o trem) tava indo devagar eu pensei em pular, mas tinha uma galera lá e então fiquei com vergonha de tropeçar na hora de descer e acabar perdendo uma perna na roda, dai a galera ia comentar algo como "olha que otário, dando uma de skinhead, em vez de esperar o trem passar". Optei por fazer o retorno como todas as motos estavam fazendo. O foda é que eu tava a pé.

Enquanto caminhei os 14 quarteirões do retorno, não pude deixar de imaginar que se aquilo fosse uma prova de O Aprendiz, eu teria grandes chances de ser demitido, pois minha atitude demonstrava um perfil empreendedor mais conservador e inseguro, levando em consideração que preferi andar 1km ao medo de me constranger diante da possibilidade de cair e perder uma perna ali, com todo mundo olhando.

Me senti mal, acho que Roberto Justus também ficaria desapontado. Desculpe, precisei compartilhar.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Meu musical no Oscar

Antes mesmo de Hugh Jackman pensar em se apresentar no Oscar, eu e meus assessores já planejavamos uma apresentação apoteótica.

Sim, o Oscar, aquela festa super hype que tenta se renovar a cada ano, fazendo coisas estúpidas e constrangedoras, mas que todo mundo finge que gosta, porque é hype, pensou em fazer um estilo mais teen, pra atingir um público maior que o José Wilker. Eis então que eu fui o mais cotado para tal proeza, pois todos sabem que eu exalo juventude pelos meus poros.

Já tava tudo certo. Íamos fazer uma crítica bem humorada do mundo pop, algo realmente inovador. Me vestiria de Britney Spears, com um biquíni preto e cara de louco - cara que não é nada difícil pra mim, diga-se de passagem -, e cantaria Gimme More, fazendo movimentos sexuais com arbustos e hortifrutigranjeiros em geral, que estariam dispostos pelo palco.

Mas tal idéia gerou muitas polêmicas, e eu não gosto de polêmicas. Não sou como esses blogueiros que gostam de fazer polêmicas, e dão suspiros de satisfação a cada post concluído.

Bom, a primeira a se manifestar foi a ONG de Motivação das hortas, frutas e granjeiros, que entrou com um processo, alegando que tal apresentação prejudicaria seu trabalho de assistência aos hortifrutigranjeiros suicidas. Porém, conseguimos contornar a situação oferecendo alguns milhares da nossa verba para a ONG, e defendendo o programa anti-vegetarianismo, cujo slogan é algo como "e se sua mãe fosse uma couve-flor?".

Mas o problema maior mesmo rolou com a Disney, que proibiu nossa apresentação, alegando que esta denegriria a imagem dos hortifrutigranjeiros. Estava especialmente preocupada com o repolho, personagem principal de um novo desenho da Disney, que está pra ser lançado ano que vem. Pensei então em deixar o repolho de lado e focar mais no brócolis, mas não teve jeito; a Disney não confirmou nada, porém é possível uma entrada do brócolis na segunda temporada da série.

E foi assim, com a idéia vetada, que perdi minha chance de brilhar. Sobre a apresentação, o Oscar deixou tudo na mão da Disney, principal causadora do inconveniente. Como estes estavam ocupados com seu lançamento do ano que vem, resolveram chamar a turma do High School Musical pra tapar o buraco. Daí o resto vocês já devem imaginar.

-Ah, mas a turma teen curte coisas absurdas!
-Hun, sei. Chama a Beyonce e o Hugh Jackman!

domingo, 12 de abril de 2009

Meu dia no teatro

Eu sou muito tímido, todo mundo sabe disso. Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão que fazer teatro ajudaria na minha desenvoltura e expressividade, apesar de não entender o que as duas significam exatamente.
Então eu fui. Minha primeira aula já foi muito difícil, tive que ficar sem camisa. Assim, não sou tão tímido, nem nada, peito cabeludo todo mundo tem - minha prima tem pêlos no abdômen; Eu fiz meu bigodinho com 11 anos, achando ser um prodígio na arte, até descobrir que ela tinha feito o dela com 9 -, o problema mesmo era que tínhamos que imitar animais ferozes, e pra isso precisava fazer cara feia, eu não conhecia ninguém lá, e todos iam me conhecer com a cara de um animal feroz, e sabe né, a primeira impressão é a que fica.

Óbvio que imitei um vira-lata, meu animal interior. "peludo e cara de bobo" são termos que me perseguem, não tinha como escolher outra coisa; quando o professor disse "vamos imitar animais ferozes e famintos", eu já lati e dei a patinha. Porém tinha outros animais também. Tinha onças, pumas, tigres brancos, tigres africanos, tigres simplesmente. Tinha também um cara que fazia ZZZZZZZ ZZZZZ ZZZZ, mas que me recuso a dizer que fosse uma abelha, porque o rapaz não podia ser tão tonto.

Certo também estava o fato de que o vira-lata ia ser o animal mais judiado, o que ia roer o osso da hiena morta, mas não esperava que tentassem come-lo - e naquele sentido de perpetuação da espécie -, mesmo o vira-lata gritando que não seria possível um leão africano e um vira-lata da periferia de Rio Claro perpetuar qualquer espécie que seja.

Mas mais difícil que fugir de um estrupo selvagem, foi nossa segunda tarefa do dia: imitar uma pedra.

A visão que tenho de uma pedra é muito reduzida, não tenho opinião formada sobre seu habitat, seu ciclo de vida, essas coisas. Fiquei agachado e tentando não rir, porque se existe uma coisa que eu sei sobre pedras é que elas não dão risada.

"Sinta a pedra, seja a pedra, sinta o vento bater na pedra, sinta o vento bater em você, sinta você, a pedra, sinta pedra você vento, sinta, sinta..."

Nisso eu não sabia se eu era uma pedra pequena, que balançava com o vento, ou uma pedra grande, que não se mexia. Não sabia se constituía um escudo antigo e sofria a erosão, ou se fazia parte de uma bacia sedimentar. Acabei ficando nervoso demais, desequilibrei e caí pro lado, derrubando mais duas pedras comigo.

- O que aconteceu? - exclamou o professor.

Com toda minha espiritualidade eu respondi:

-Chutaram a pedra.

Nisso todas as pedras se levantaram, me aplaudindo. Vi lágrimas brotarem das pedras femininas. O professor veio, bateu em minhas costas e disse que eu tinha sido a melhor pedra que já passou por aquele palco. Só então descobri que aquilo, na verdade, era um teste para uma peça de Shakespeare. Eu ganhei o papel de pedra principal.

Nunca vou esquecer o dia de estréia da peça, aquele nervosismo, apesar de não ter falas, fiquei com medo de esquecer alguma. No fim da peça o público ovacionava. Os atores agradeciam, eu tive que ficar ali agaxadinho ainda, pois o diretor prezava pelo realismo e por isso a pedra não podia simplesmente levantar e agradecer. Mas mesm assim pude ouvir minha mãe gritando "Eu sabia que ele ia vencer". Não pude conter a emoção.

sexta-feira, 27 de março de 2009

R.I.P

Tinha uma barata no meu quarto. E eu falo TINHA UMA com convicção, porque eu acho que o mínimo que um homem precisa é saber a quantidade de baratas com as quais divide o ambiente. E como não tenho namorada pra me divertir, esse é um dado bem simples de ser coletado. Todo segundo dia útil do mês faço um recenseamento das baratas(que um dia foram mais que uma - fins trágicos, um exílio seguido de câmara de gás), uma coisa bem simples: Elas respondem um questionário socioeconômico e dá informações que vem a formar o índice de desenvolvimento das baratas. Dados que, após coletados, são enviados para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mas que, inexplicavelmente, acabam voltando. Tudo que posso dizer é que as baratas que viveram em meu quarto tinha um ótimo nível de bem estar social, mas a taxa de analfabetismo era muito alta. Confesso que tentei colocar nos classificados vagas para baratas com licenciatura ou magistério, mas não deu em nada, infelizmente.

Vivíamos bem, ela e eu. Tinha espaço suficiente pra nós dois, quase não nos víamos, era uma espécie de Canadá só que sem o saneamento básico e Avril Lavign. Mas não sei se comentei que a 2 meses eu arrumei meu quarto, o que diminuiu consideravelmente o lixo, e o fato não agradou a população de baratas, já constituída de apenas uma.

Cansada da opressão, a baratinha se revoltou e resolveu invadir o território que não lhe pertencia, tipo war. Apesar de ir contra meus princípios éticos, tive de concordar com o grande Clodovil, "Barata boa é barata morta, meu amor", e no momento de distração do inimigo pá, e então formou-se o mar de gosma. Nada que uma limpeza rápida envolvendo álcool e esqueiro não resolvesse. O corpo foi velado e o chão dá até pra comer nele. Mas em casa tem pratos, então não preciso me preocupar com esses detalhes.

E ela se foi. Mas foi com a consciência de ter sido a barata mais bem alimentada de todas as baratas do mundo, característica que pode ser comprovada pelo fato de ter sido necessário dois chinelos para esmagá-la(mentira).

E outras virão. O mundo é assim. Já dizia Darwin, só os fortes sobrevivem. Ou seria os Racionais?

quarta-feira, 25 de março de 2009

Efeito estufa ou qualquer coisa assim


E ai, gatchinha!



Eu sou um pobre que não respeita essa classificação. Eu vivo me metendo onde não devo. E não digo isso com orgulho, não, seria orgulho se eu dissesse que namoro uma menina rica, daí então podia dizer literalmente que fico me metendo onde não devo. Mas não é o caso.

Eu não me sinto bem sendo pobre, e acho que nenhum pobre devia se sentir. Essa coisa de "vivo com pouco e sou feliz", "dinheiro não trás felicidade"," o pouco com Deus é muito", "eu sou hétero, juro" são frases que eu definitivamente não acredito. Não há felicidade na pobreza, pobres deviam ser todos mau humorados, assim como eu. "Sacode a poeira suada da vida" é tema de novela da globo. E quem tem que provar que é hétero, não é hétero.

Eu conheci um cara satisfeito com a pobreza em Deus, e isso não me agradou. Sua felicidade e conformismo me estrangulava, me dava vontade de pegar uma estradinha sem rumo e correr pelado, até a hora que caísse de bunda pra cima e um caminhoneiro me colocasse na boléia e eu morresse. Também não gosto mais de mineiros, não que eu tenha gostado deles um dia, nunca parei pra pensar, mas na minha mente hoje, todos os mineiros são conformados, evangélicos e insuportáveis.

Nunca vi um pobre ficando rico, exceto aqueles que ganham na mega-sena, mas também nunca vi um pobre ganhando na mega-sena, então continuo não vendo um pobre enriquecer. Assim, pobre nasce pobre e já era. De que adianta supostamente ganhar na mega-sena e distribuir BMWs para seus amigos do bar? Rico não dá BMW pra amigo de bar, isso é pensamento de pobre, tá certo que tem que gratificar aquele apoio por ter ganhado na mega-sena(??), mas eles são pobres, um 1.0 flex já dá pra vender e lajotar a casa. E também não conheço um rico que tenha amigos de bar. E tô falando ricos. RICOS. E rico pra mim não é o cara que ganha um milhão num reality show, e que seu maior sonho é ser apresentador da globo, nem aquele que passa o inverno em Bariloche, e foi pra Disney quando tinha 12 anos. Isso não é riqueza, é wannabismo. Tipo eu achando que escrevo, quando na verdade entrei na internet por meio das ações de inclusão digital do meu município. Do meu lado aqui tem uma menina que descobriu o Google Earth "ohhh".

Bom, mas eu nem fui pra Disney e nem pra bariloche, e meu maior sonho é entrar numa piscina de bolinha. Pobre e conformado.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Com quantos paus se faz um ménage à trois?

Bom, meu vasto conhecimento me diz que um só já é suficiente. Tem quem goste de dois, ou até três, por que não? Esse é um blog sem preconceito, não tenho nada contra e nem a favor os homossexuais.

Assim, não sou a favor porque não conheço um homossexual que possa servir de mártir caso algum dia eu venha a me envolver numa discussão sobre homossexualismo. Entende? Nenhum homossexual é legal comigo pra que possa defende-los, sabe, diferente dos ursos polares, homossexuais não conseguem cativar as pessoas pelo seu jeito paradão, simpático de ser. Então não teria embasamento suficiente pra chegar numa rodinha de discussão homofóbica e dizer "parem com isso, homossexuais são legais".

E essa coisa de minoria também fica difícil concordar. Não sei onde você mora, mas aqui na Terra essa galera já deixou de ser minoria. Mas o fato é que tá na moda defender uma minoria, e eu não podia ficar fora dessa. Porém, defender homossexuais tá muito manjadinho já, essa minoria tem blogs e mais blogs de defesa. E não é pouca bosta como esse espacinho aqui, não, tô falando de muita bosta mesmo, de 700 a 1200 viewers diários, a galera profissional e tal.

Se fosse pra defender uma minoria, defenderia a minoria dos albinos, esse sim é um povo legal, apesar de não conhecer nenhum, mas assim como os ursos polares, eles exalam simpatia. Anões não, não gosto de anões. Também não é nada pessoal; não lembro de algum momento em minha vida onde fui prejudicado por um anão. Não é isso. É que não vejo graça em anões. Mas parece que sou o único que pensa assim, porque não há programa de humor que não dê picos de audiência quando introduzem um anão. Um anão vestido de Hebe, um de Roberto Carlos, um anão vestido simplesmente de anão e a família brasileira dá aquela risada gostosa. Se eu fosse um anão e eles quisessem me pôr na tv só por ser anão, obviamente eu não iria. Mentira. Iria sim, eu ia ganhar dinheiro e ficar famoso.

Ok, tudo que sinto pelos anões é pura inveja.

Após essas reflexões, não chegamos a nenhuma conclusão, mas é assim mesmo que tem que ser, não é? Dar margem ainda para novos argumentos e novos pensamentos sobre a questão, nada de conclusões. Deixei vocês pensando. [/cara que curte discutir conflitos sociais]

Bom, você homossexual, você albino, você anão, você homossexual albino, você homossexual anão, você albino anão, você anão homossexual albino, enfim, todos vocês serão sempre benvindos aqui.

Você também, homem caucasiano heterossexual de estatura mediana, você também pode vir aqui sempre, apesar de esse blog defender as minorias.

sábado, 21 de março de 2009

Contraste de gerações



Hoje eu tava voltando pra casa feliz, pois fui ousado e saí antes do horário. Foi então que começou a chover.

Antes de começar a sessão de autoxingamento, dizer que minha vida não vale nada, que pessoas feias não podem sair de casa e que até o Clodovil pegava mulher, eu decidi parar embaixo do ponto de ônibus, porque sou esperto, e sei que ali embaixo não chove muito.

Foi então que chegou uma senhora idosa, que continuava com o guardachuva aberto, mesmo ali embaixo, porque via gotas de água escorrer pelo banco, sem perceber, obviamente, que as gotas caiam do próprio guardachuva dela.

Ok, é comum pessoas dividirem o mesmo espaço na ocorrência desses fenômenos naturais, mas daí a puxar assunto já é demais. Duas pessoas (ou mais) podem sim ocupar um mesmo ambiente sem trocar palavras. Mas sou simpático, não simpático como aqueles que puxam assunto em ponto de ônibus, mas daqueles que respondem com afetuosidade pessoas expansivas o bastante pra puxar assunto comigo. É claro que responder não significa que eu esteja interessado na conversa, muito menos que depois de ter respondido qualquer coisa possamos ser amigos no Orkut. Mas creio que essa hipótese eu podia descartar nessa situação.

Ela me contou que morava em Ribeirão Preto, onde as pessoas andam peladas no verão, deixando apenas as partes íntimas cobertas por uma folha. Disse também que lá bastante gente morre de bala perdida, pois é muito bem policiado, e se o bandido tentar fugir, a polícia atira mesmo, e acaba ocorrendo acidentes; que lá a saúde é melhor, porque aqui só tem médicos, lá tem professores; que no supermercado tem robôs que te seguem e que velhinhas não podem morar sozinha. Por isso veio pra cá, que é uma cidade muito receptiva, mas que tem um alto custo de vida.

"Lá você só morre quando for a hora mesmo (risos). Ou o câncer né? porque o câncer corrói."



Quando vi que meu braço direito, que estava pra fora do ponto de ônibus tava menos molhado que o esquerdo, que tava embaixo do guardachuva da tia, decidi que seria melhor me levantar e ir embora. Esperei a conclusão da história do filho dela - que operou o nariz duas vezes, porque tem carne esponjosa, e foi só em Ribeirão Preto que ele viu a salvação -, e tomei meu rumo.

Sabe, essas tias velhas são sensacionais. Pelo menos elas não dizem que nós jovens somos vagabundos porque está na moda, e se o jovem lê livros, não diz que jovens lêem livros porque ler livros está na moda, ou se jovens assis..enfim, ela não disse que eu tava parado no ponto de ônibus porque é hype parar em pontos de ônibus.

Ainda bem que encontro só de vez em quando.

quarta-feira, 18 de março de 2009

I will survive


I've got alllll my love to give.



É um momento de tran-si-ção na minha vida, com direito a gestos by Marcão [/piada interna]. Logo volto a postar assiduamente as frivolidades que estamos acostumados. Por isso, não fiquem preocupados, meus 2 queridíssimos leitores diários.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Love isn't in the air

Esses dias eu tava refletindo. Refletindo não, eu tava conversando comigo mesmo, como se fosse outra pessoa. Essas conversas são muito comuns, e acabam virando uma entrevista mesmo, me sinto muito confortável respondendo perguntas sobre minha vida, meus interesses e tal. Até que o pseudo-entrevistador chegou à seguinte pergunta:

E ai, tá namorando?

Eu dei uma risadinha pra tentar me safar, mas não foi possível. Todos na sala - era uma coletiva - me olhavam com real interesse. Na minha imaginação, senhores, minha vida é interessante pra alguém.

Foi quando comecei a pensar sobre o assunto. O fracasso na minha vida amorosa deve ter algum motivo concreto, que não seja explicado por um psicólogo. Pois tenho medo de psicólogos e psiquiatras, já que tenho certeza de que, se visitar algum desses, com certeza terei que tomar algum tarja preta, porque normal eu não sou.

Não sou muito bom na azaração, se trabalhasse na Malhação, seria o garçon do gigabyte, que não cata ninguém.[ /malhação]

Então eu vi que tenho medo, não medo de mulher, que é coisa de geek sem noção. Mas medo de machucá-las de algum modo, e também não estou falando de minha vara grande e grossa penetrando em sua grutinha relações sexuais, tô falando de situações comuns que fico imaginando que possam acontecer, já que eu estarei envolvido, obviamente, e onde eu me envolvo, as coisas não dão relativamente certo.

Fico me imaginando conversando numa rodinha, gesticulando e tal, daí levando o braço e *pum* olho pro lado e vejo a menina segurando o nariz, sangrando. "Seu estúbido!" ela diria. Ou então numa conversa descontraída, eu dou aquele empurrão no estilo "ah, tá de sacanagem" e a menina cai de bunda no chão e começa a chorar. É disso que tenho medo.

Fora o processo seletivo, que é muito árduo para mim. Não gosto de nada muito fácil, e não é que seja fresco. Explico: Já comentei que perante os padrões de beleza da sociedade, eu não sou um cara bonito. Tenho consciência desse fato e por isso desconfio de qualquer interesse em minha pessoa, desde que estes sejam pelas aptidões físicas. Se foi fácil pra mim, imagina pra quantos outros não foi fácil também?

E olha que já eu provei minha tese do "já foi fácil pra muitos". Uma vez tive a oportunidade de ler uma agendinha de uma menina, um caso antigo. Era uma agendinha de homens, e não era aquelas agendinhas com Nome - Endereço - Telefone + papel de bala com dizeres como "Hoje ele me deu uma chita de abacaxi. Eu prefiro cereja, mas abacaxi também é tão amorr!!!! Ele não queria me dar bala nenhuma, mas depois de bater em sua nuca, xingar sua mãe e ameaçar tirar seu nome do nosso trabalho de Geografia, ele acabou me dando. Foooofis!", tipo anos 90. Não.

Era algo um pouco mais frio. Uma espécie de catálogo de homens, em ordem..hun, cronológica, com o nome, a idade , quando era conhecida - Na maioria dos casos havia dois sinais de interrogação(??) representando a idade, em alguns casos havia três interrogações(???), mas não tenho certeza se era uma menção a idade que o rapaz aparentava ter -, e mais os tópicos "onde foi" e "como foi".

347 pensamentos passaram pela minha cabeça, o primeiro, obviamente, foi o de me procurar na lista, para descobrir minha classificação e ler os comentários. Sou um jovem inseguro e preciso da aprovação dos outros para me firmar. Não foi difícil me encontrar, pois era relativamente recente, então tava entre as ultimas 5 páginas.


243
Rafael 15
Onde foi: Na escola
Como foi:A gente era amigo de escola, decidiu e pronto, foi rápido. Ele meteu a língua, acho que era BV


Os outros 346 pensamentos só diziam uma coisa: Porque ela fez isso?
Dois deles eram exclusivamente dedicados à minha avaliação, afinal, meter a língua não é de todo o mal, mas acho que era BV não é algo que um rapaz de 15 anos gostaria de ouvir, em pleno desenvolvimento psicossocial. Agora, a idéia em geral, o que ela faz com esse catálogo?

- Ai, amiga, to querendo um cara que beije bem. Que ponha a mão na minha nuca e seja romântico.
- Beije bem? Mão na nuca, pera aí.
*folheando vorazmente a agenda, concentrada. Retorna duas páginas, balança a cabeça, e continua virando*
- Aqui, achei! Eduardo! "Beijou bem, Poe a mão na nuca. Tem jeito de viadinho", serve?
- Aii! Serve sim, me passa o tel.


Bom, é isso ai e tal.

terça-feira, 10 de março de 2009

Fracassado

Ia escrever sobre as dificuldades da minha vida de operário desempregado em idade de serviço militar e a burocracia das instituições de ensino, mas decidi não me constranger a tal ponto. Comprei um daqueles caderninhos com cadeado, que tem a Pucca brilhante numa capa fofinha e um cadeado. Quem tiver acesso saberá o que se passa em minha vida. Aqui vou explanar sobre assuntos de interesse geral.

oi, eu sou a Pucca, hihihi



Os assuntos de interesse geral atualmente são o Twitter e o caso dos caras legais da igreja católica, então ai vaí:

Twitter

[/twitter]

Os caras da igreja católica

A igreja é uma completa besteira. E digo isso sem medo de ser excomungado, pois bem como meus estudos convencionais, também não conclui a catequese. Logo, mesmo se frequentasse essa instituição, não poderia tomar hóstia nem beber vinho.

Só saber um pouco de história pra perceber que a igreja tinha muito mais valor político do que religioso, propriamente dito, é a empresa mais antiga do mundo. Foi imposta pela força, diz o que é certo ou errado, tudo em nome de Deus, e este, nunca vi se manifestar efetivamente, nunca vi o William Bonner ou a Fáfa Bernardes interromper o Jornal Nacional para um pronunciamento da nossa Divindade.

Eu sei que é uma posição de gente descolada, mas acredito que esse deveria ser o pensamento da patota geral. Quem inventa as leis de Deus são os homens, e as usam sob o nome de Deus para ter mais valor. Se eu fosse o papa e dissesse que andar pelado demonstraria sua religiosidade e fé em Cristo, quem andasse pelado não seria preso por atentado ao pudor.

Muitos que seguem uma religião a fazem porque não encontram mais o que fazer na vida. Just to beg for something to believe. Precisam de uma motivação, algo que os faça acordar o dia seguinte acreditando que será melhor do que foi hoje. Que sofrem hoje, mas serão felizes pela eternidade.

A igreja manipula as pessoas, em especial aqueles que não se sentem confortáveis em questionar, e pra questionar não é necessário nem estudar em Harvard. É claro que existem aqueles que realmente acreditam numa intervenção divina, mas é olhar pros lados e perceber que estamos completamente sozinhos.

[/caraslegaisdaigreja]

Eu quero um abraço agora.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Mostra o seu, que eu mostro o meu, depois a gente inverte

Troca-troca, catrocatrocatrocatrocatroca. Isso mesmo, não vou explicar o que é, porque com certeza você sabe. Se não sabe, é porque já fez e tá querendo esconder, já que troca-troca é uma das poucas experiências do homem que ele nunca pode compartilhar com os amigos(os outros, se é que você me entende) ou desdenhar, como acontece com outras situações na vida. "ah, eu passei no vestibular, e posso dizer agora que tudo isso é uma merda", "ah, eu já casei, e sei o quanto isso é ruim, sorte a sua que você é solteiro, rapaz". No mundo, você não é visto com bons olhos se tiver opinião sobre as coisas que não vivênciou. Tipo, todos que defendem a preservação do meio ambiente, já viram de perto o buraco na camada de ozônio.

Mas enfim, uma brincadeira bacana, eu acho. Devemos respeitá-la, apesar de ir contra 54.695 princípios religiosos e sociais, pois é uma brincadeirinha clássica, os jovens utilizam dessa prática ha muito tempo para exprimir seus hormônios, seu pai já vez troca-troca, eu tenho certeza.

É claro que os jovens de hoje estão mais descolados que nunca. Me contaram uma vez de uma professora que foi estrupada por um aluno de 12 anos. Assim, enquanto eu ia na escola aprender sobre a Perestroika, o rapaz sentia orgasmos com a professora. Um caso intrigante mesmo, gostaria de saber qual foi o período da aula que o Joãozinho(nome fictício) tomou a decisão, sabe, chegar, jogar na parede e dizer algo como "Ai sora, facilita o estrupo, sua vaca" - se foi no início da aula, no meio - com todo mundo ali olhando-, na hora do intervalo, ou no final mesmo. Porque se foi no final, não me leve a mal, mas a professora praticamente PEDIU pra ser estrupada.

Analisa: Bate o sinal, todo mundo sai correndo, esbarrando na porta, daí a professora olha pro fundo da sala e vê o Joãozinho, alisando o pênis, com olhar de safado. Se o rapaz de 12 anos conseguiu forçá-la a fazer sexo, então ele deve ter um mínimo de massa muscular que poderia assustar qualquer um que se visse nessa situação: um rapaz fortão, alisando o pênis, te mandando um olhar safado. É por isso que muitos professores ficam na porta, na hora de ir embora: Eles sabem que podem ser espancados, ameaçados ou, no caso, estrupados. Nenhum professor que tenha amor próprio fica mexendo no armário do fundo da sala, na hora que o sinal vai bater.

Bom, nunca estrupei nenhuma professora, nunca me deu vontade. Também nunca fiz troca-troca, mas não é algo de princípios, foi mais falta de opção, ninguém nunca me convidou. Isso me deixa, por um lado feliz, por não ter posto à prova minha virilidade, mas vendo por outro ângulo, fico chateado com essa situação.

Isso porque gostaria de saber qual o padrão de escolha do parceiro da brincadeira. O cara simplesmente olha pra um amigo dele na rodinha de amigos, aponta e diz "é você pra quem vou dar a bunda!"? Ou tem algum método, o cara com a bunda mais redondinha, o que aparenta ter um menor órgão genital, ou aquele loirinho lindinho de olho azul que arrasa na aula de Educação Física?

Eu não sou bonito, de acordo com os padrões de beleza da sociedade, isso eu sei, mas quem faz troca-troca também não deve ser lá um Hugh Jackman. Mas porra, o que eu tenho de errado pra ninguém me chamar pra um catroca?

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Um post de transição

[piada velha]

     N a h h h .      says:
Odeio natal, ano novo, carnaval.

Rafael says:
e a tv? não passa nada, pra quem não tem tv a cabo.

     N a h h h .      says:
tiradentes, eu nem sei quem eh esse

Rafael says:
hahaha

Rafael says:
é feriado dia de tira dentes?

     N a h h h .      says:
se acha, imagina soh se todos os velhos colocassem dentadura

[/carnaval]

Assim, minha vida não é muito interessante. Quero dizer, eu não sou interessante. Se qualquer outra pessoa do mundo escrevesse sobre o episódio em que estava caminhando no escuro e se esqueceu quantos degraus tinha a pequena escada de três degraus que levam a parte alta de sua casa, acaba tropeçando no degrau esquecido e faz barulho no meio da noite, seria muito mais aclamado do que eu, se por acaso contasse o mesmo acontecido.

Fato é, então, que decidi compartilhar esse espaço com mais alguém. Uma pessoa com a vida muito mais interessante que a minha.

Descobri que Astrogildo possuía um blog de sucesso na blogosfera russa, o www.Яговорюпо-русски.ru. Todos sabem que sou um fã da cena bloguística russa, frequentava o blog do Gildão assiduamente, só não sabia que Astrogikolvisk pudesse ser Astrogildo, só que em russo, obviamente. Tinha umas histórias com as quais me identificava, como uma vez que ele contou que um amigo dele nadou pelado num churrasco, em pleno inverno. Eu tenho uma história parecida, mas achei tão foda o cara ter nadado no inverno russo, que contar que nadei no inverno brasileiro não era nada.

Num primeiro momento, senti como uma faca que fazia minhas costas jorrarem sangue, mas acabei me sensibilizando com sua história de sucesso e fracasso: depois de faturar milhôes com adsenses russos, e convites para publicação de um livro com temática teen, Я молод, не так ли?, Astrogildo, ou Astrogikolvisk, como é conhecido internacionalmente teve sua reputação abalada quando seu envolvimento em drogas veio a tona, após ser investigado por molestar a apresentadora do Talk Show Лицом к лицу с Gabrilushka, Grabrilushka, onde contava suas peripécias na blogosfera e em eventos sociais. Teve todo seu conteúdo virtual apagado e está terminantemente proíbido de viajar pra Rússia, assim como qualquer outro país da antiga URSS, ou qualquer país europeu, ou norte-americano, já que está sem dinheiro.

Mas então vi aí uma oportunidade, aguardem. Astrogildo tornará seu dia mais azul.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Animal Planet

Eu odeio o ser humano. Bicho tonto, pior que os gatos no quesito prepotência nota 9.95. Se acham melhor em tudo e, como sabem, odeio quem se acha.

Eu fiz um texto longo, com dezenas de tópicos cheios de ódio, onde explano sobre a raça humana. Porém, como meus textos longos não fazem sucesso, fiz uma versão light e guardei os originais para meu livro O que é que a baiana tem - Análise do mundo por uma mente deturbada Sudoku Profissional Vol. Ilustrado.

A única coisa que nos difere dos outros animais é a capacidade de pensar - Você pode procurar outros motivos, mas não vai encontrar nada consistente. Golfinhos também fazem sexo por prazer e, hun, eu já vi cachorro jogando bola -, e veja só, isso não é tão interessante assim.

A capacidade de pensar só torna as coisas mais difíceis. Não é a toa que as formigas possuem a sociedade mais perfeita dos seres vivos: Elas não pensam, logo, não questionam suas tarefas; elas simplesmente acordam cedo, executam seus afazeres, voltam pra cada e dormem, até o dia em que alguém pise nelas e elas morram - Já vi mortes mais cruéis, precedidas de tortura.

E tem mais, como qualquer animal, também vivemos em bando, possuímos rivais e lutamos para ver quem é o mais forte, a diferença é que o ser humano se acha bom demais para sair por ai descabelado, batendo em todo mundo, pela simples necessidade natural, então tentamos encontrar motivos para isso: lutamos pela nação, lutamos pelo dinheiro, lutamos pelo time do coração, e o que vencer, tem o pinto maior.

E sempre, sempre tentam classificar as coisas, dividir o mundo de uma forma que tudo tenha explicação, nada pode surpreender a raça humana. "ah, que a teoria da relatividade", "ah, mas o efeito borboleta...", ah, vai à merda.

O ápice da prepotência humana é toda essa corrida FAIL contra o tal do aquecimento global. Tá mais do que provado que não somos lá tão especiais assim, e são inúmeras as espécies que já foram extintas da Terra e nenhuma delas se mobilizou para que isso não ocorresse, e, mesmo se houve qualquer mobilização, o resultado não foi satisfatório, eu acho.

Salvem o planeta. Há, fracassado. O planeta vai continuar girando feito bobão, você é que vai morrer.

É isso aí aquecimento global.

OBS Non-sense: já que apareceram os labels, a partir de hoje todos os meus textos serão contos eróticos.